{"id":6,"date":"2021-02-18T16:01:05","date_gmt":"2021-02-18T19:01:05","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/?page_id=6"},"modified":"2021-03-09T09:19:20","modified_gmt":"2021-03-09T12:19:20","slug":"o-festival","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/o-festival\/","title":{"rendered":"O Festival"},"content":{"rendered":"\n<p>O nome Transatl\u00e2ntico foi escolhido por ter uma simbologia verbal e metaf\u00f3rica que representa n\u00e3o apenas o povo brasileiro, oriundo de terras do outro lado do Atl\u00e2ntico, como Europa e \u00c1frica, mas tamb\u00e9m por traduzir a ideia de desbravar e explorar novos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Salvador, a primeira capital do Brasil, \u00e9 uma cidade portu\u00e1ria banhada pelo Oceano Atl\u00e2ntico. Das correntes mar\u00edtimas vieram parte de nossa identidade cultural, nossa l\u00edngua, nossa cor e nossa f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta segunda edi\u00e7\u00e3o, propomos um continuo di\u00e1logo sobre esse \u201cHomem Transatl\u00e2ntico\u201d. Em \u201cEx Mundus Novus\u201d, ensaio do fotografo Americano Alex Webb sobre suas muitas andan\u00e7as pelos paises ao longo dos paises meridionais. Imagens em perspectiva quase sempre em grande angular, ricas em movimento e c\u00f4r, s\u00e3o uma refer\u00eancia da sintese imaginaria da fotografia de rua.<\/p>\n\n\n\n<p>No ensaio \u201cJardins do \u00e9den\u201d, do fotografo Christian Cravo, Uma clareza de gestos caracteriza a narrativa que conduz as fotografias do Haiti de Christian Cravo. Procede do que ele considera como a fun\u00e7\u00e3o social da arte inerente a pr\u00e1tica sincr\u00e9tica do Vodu haitiano e a sua conex\u00e3o ancestral com os esp\u00edritos e a terra da \u00c1frica. Completamente absorto na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma e o conte\u00fado que este tipo de observa\u00e7\u00e3o exige no contexto do Haiti, uma ilha violentada pelos traumas geol\u00f3gicos que a formaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Cravo considera seu cont\u00ednuo trabalho um objeto de arte, um esfor\u00e7o visual e n\u00e3o antropol\u00f3gico. No processo ele articula os sujeitos destas imagens intensamente atraentes como \u00edcones, em tamanho full-frame e ricos em conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas imagens da inglesa, radicada no Brasil h\u00e1 cinco decadas, Maureen Bissiliat, um reencontro se faz com o sert\u00e3o. Entre 1967 e 1972, a fot\u00f3grafa percorreu o Nordeste brasileiro, principalmente Cear\u00e1, Alagoas e Bahia, registrando suas paisagens, festejos, habitantes, Maureen conseguiu capturar, em imagens, os contrastes e a beleza de um mundo rude e forte. Tal qual Euclides da Cunha fizera com palavras, d\u00e9cadas antes, em Os sert\u00f5es, obra que constr\u00f3i um retrato do pa\u00eds a partir da sangrenta Guerra de Canudos, ocorrida no sert\u00e3o baiano entre 1896 e 1897. O casamento entre o olhar da fot\u00f3grafa e os trechos do relato cl\u00e1ssico de Euclides \u00e9 o livro Sert\u00f5es: luz<br>&amp; trevas, publicado originalmente em 1982, ganha agora novas paginas na revista \u201cTransatl\u00e2ntico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro dialogo, transcorremos o trabalho de Hirosuke Kitamura. Japon\u00eas radicado na Bahia h\u00e1 duas decadas. Nas palavras de laio bispo, sua imagens apresentam uma singular capacidade de acentuar determinados aspectos do cotidiano que, muitas vezes, tornam-se invis\u00edveis aos nossos olhos. A tem\u00e1tica deflagrada pelo artista n\u00e3o se encerra nos limites do ambiente ali exposto; seu olhar incide sob o que h\u00e1 de grave, torna percept\u00edvel outras realidades desnudando-as atrav\u00e9s das marcas do tempo e de sua inexorabilidade. Para al\u00e9m do observador-etnogr\u00e1fico, Hirosuke registra situa\u00e7\u00f5es e pessoas que encarnam as mais intensas contradi\u00e7\u00f5es; lugares e corpos que se situam na tens\u00e3o entre paradoxos e que por isso tornam-se, de maneira muito particular, belos.<\/p>\n\n\n\n<p>As culturas propostas s\u00e3o parte dessa infinidade atl\u00e2ntica que procuramos expor e, finalmente, redimir, num mundo cada vez mais intolerante e injusto.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia atrav\u00e9s da Secretaria de Cultura e da Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Minist\u00e9rio do Turismo, Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-6\">\n<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-imcn.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24 lazyload\" width=\"266\" height=\"71\" data-srcset=\"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-imcn.jpg 532w, https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-imcn-300x80.jpg 300w\" data-sizes=\"(max-width: 266px) 100vw, 266px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 266px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 266\/71;\" \/>\n<\/div>\n<div class=\"col-md-6\">\n<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-viapress.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-25 lazyload\" width=\"128\" height=\"128\" data-srcset=\"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-viapress.jpg 255w, https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/id-viapress-150x150.jpg 150w\" data-sizes=\"(max-width: 128px) 100vw, 128px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 128px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 128\/128;\" \/>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:61px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome Transatl\u00e2ntico foi<br \/>\nescolhido por ter uma simbologia<br \/>\nverbal e metaf\u00f3rica que<br \/>\nrepresenta n\u00e3o apenas o povo<br \/>\nbrasileiro, oriundo de terras do<br \/>\noutro lado do Atl\u00e2ntico, como<br \/>\nEuropa e \u00c1frica, mas tamb\u00e9m por<br \/>\ntraduzir a ideia de desbravar e<br \/>\nexplorar<strong> Leia mais >><\/storng><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-6","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":642,"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6\/revisions\/642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/festivaltransatlantico.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}